quinta-feira, 23 de maio de 2013

Curiosidades: luz branca de tablets e computadores é prejudicial à qualidade do sono

Em artigo na revista Nature, médico de Harvard afirmou esta tese. Smartphones, tablets e laptops. Pode não parecer, mas o uso desses equipamentos está diretamente ligado às noites maldormidas de muita gente. E não só porque eles têm a capacidade de prender a atenção até altas horas da madrugada. O problema está também na claridade que sai das telas. É o que argumenta, em comentário publicado esta semana na revista Nature, o neurologista Charles Czeisler, chefe da Divisão de Medicina do Sono da Universidade de Harvard. Para o especialista, a mudança no tipo de luz emitida pelos aparelhos pode ajudar a aumentar a qualidade do sono das pessoas e trazer importantes benefícios para a saúde delas.

Czeisler afirma em seu texto que, muitas vezes, a culpa de uma noite insone é colocada sobre o café, mas as pessoas geralmente ignoram um fator essencial: a exposição constante a luzes artificiais. “Muitas razões pelas quais as pessoas têm sono insuficiente começam cedo, no trabalho ou na escola, ou estão em comidas e bebidas ricas em cafeína. Mas o fator principal é muitas vezes desvalorizado: o avanço tecnológico. A luz artificial afeta nosso ritmo circadiano e é mais poderosa do que qualquer droga”, escreve o pesquisador.

De acordo com o médico, o corpo humano é muito afetado pela luz que chega às retinas. E ele não parece estar preparado para esse excesso de claridade artificial que prossegue depois de anoitecer. Assim, o ciclo diário do corpo acaba desregulado, prejudicando, entre outras funções, o sono. “A luz artificial que atinge a retina entre o anoitecer e o amanhecer exerce efeitos fisiológicos por meio da visão. Inibe substâncias necessárias para promover o sono, ativa neurônios e cria uma excitação que suprime o lançamento noturno da melatonina, hormônio responsável por produzir o sono”, enumera o especialista.